Mundo
Guerra na Ucrânia
"Provas irrefutáveis". Zelensky acusa Rússia de canalizar informações para o Irão
Volodymyr Zelensky acusou Moscovo de fornecer informações de inteligência a Teerão, prolongando assim a guerra no Médio Oriente.
O presidente ucraniano avançou na segunda-feira que os serviços de informação militar do país têm “provas irrefutáveis” de que a Rússia continua a fornecer informações ao Irão, alertando que tal atividade poderá prolongar a guerra no Médio Oriente.
"A Rússia está a utilizar as suas próprias capacidades de inteligência de sinais e inteligência eletrónica, assim como parte dos dados obtidos através da cooperação com parceiros no Médio Oriente", garantiu Volodymyr Zelensky.
Num discurso noturno em vídeo, o líder ucraniano defendeu que "esta é claramente uma atividade destrutiva e deve ser travada, pois só conduz a uma maior desestabilização. Todos os Estados responsáveis têm interesse em garantir a segurança e prevenir problemas maiores".
"Os mercados já estão a reagir negativamente e isto está a complicar significativamente a situação dos combustíveis em muitos países. Ao ajudar o regime iraniano a sobreviver e a atacar com maior precisão, a Rússia está efetivamente a prolongar a guerra", acrescentou.
Na semana passada, o Kremlin rejeitou como "notícias falsas" uma reportagem do Wall Street Journal segundo a qual a Rússia estaria a partilhar imagens de satélite e tecnologia avançada de drones com o Irão.Ataques russos voltam a fazer vítimas
A Ucrânia avançou esta terça-feira que pelo menos quatro pessoas morreram e outras 16 ficaram feridas em ataques russos durante a madrugada em várias regiões do país, levando Volodymyr Zelensky a pedir “mais proteção para salvar vidas”.
Segundo as autoridades ucranianas, duas pessoas morreram e outras sete ficaram feridas em ataques na região de Poltava. Foram também registados danos em edifícios residenciais, um hotel e instalações industriais.
“Ocorreram incêndios, que foram extintos pelos bombeiros”, referiram as autoridades em comunicado, acrescentando que as equipas de resgate estão a trabalhar no local para remover os escombros.
Em Zaporizhia, uma pessoa morreu e nove ficaram feridas em ataques que também provocaram um incêndio num arranha-céus e causaram danos em edifícios vizinhos, informou o serviço de emergência. Outra pessoa morreu na região de Kherson, no sul do país, onde os ataques destruíram um edifício residencial privado.
A Força Aérea ucraniana afirmou na plataforma Telegram que as defesas aéreas do país abateram 365 dos 392 drones lançados pela Rússia durante a madrugada, assim como 25 dos 34 mísseis.
“Estes números mostram claramente que é necessária mais proteção para salvar vidas dos ataques russos. É importante continuar a apoiar a Ucrânia. É importante que todos os acordos sobre defesa aérea sejam implementados atempadamente”, escreveu o presidente Volodymyr Zelensky na rede social X.
“E é importante que a Europa seja capaz de produzir o número necessário de mísseis de defesa aérea para se proteger contra quaisquer ameaças”, alertou.
c/ agências
"A Rússia está a utilizar as suas próprias capacidades de inteligência de sinais e inteligência eletrónica, assim como parte dos dados obtidos através da cooperação com parceiros no Médio Oriente", garantiu Volodymyr Zelensky.
Num discurso noturno em vídeo, o líder ucraniano defendeu que "esta é claramente uma atividade destrutiva e deve ser travada, pois só conduz a uma maior desestabilização. Todos os Estados responsáveis têm interesse em garantir a segurança e prevenir problemas maiores".
"Os mercados já estão a reagir negativamente e isto está a complicar significativamente a situação dos combustíveis em muitos países. Ao ajudar o regime iraniano a sobreviver e a atacar com maior precisão, a Rússia está efetivamente a prolongar a guerra", acrescentou.
Na semana passada, o Kremlin rejeitou como "notícias falsas" uma reportagem do Wall Street Journal segundo a qual a Rússia estaria a partilhar imagens de satélite e tecnologia avançada de drones com o Irão.Ataques russos voltam a fazer vítimas
A Ucrânia avançou esta terça-feira que pelo menos quatro pessoas morreram e outras 16 ficaram feridas em ataques russos durante a madrugada em várias regiões do país, levando Volodymyr Zelensky a pedir “mais proteção para salvar vidas”.
Segundo as autoridades ucranianas, duas pessoas morreram e outras sete ficaram feridas em ataques na região de Poltava. Foram também registados danos em edifícios residenciais, um hotel e instalações industriais.
“Ocorreram incêndios, que foram extintos pelos bombeiros”, referiram as autoridades em comunicado, acrescentando que as equipas de resgate estão a trabalhar no local para remover os escombros.
Em Zaporizhia, uma pessoa morreu e nove ficaram feridas em ataques que também provocaram um incêndio num arranha-céus e causaram danos em edifícios vizinhos, informou o serviço de emergência. Outra pessoa morreu na região de Kherson, no sul do país, onde os ataques destruíram um edifício residencial privado.
A Força Aérea ucraniana afirmou na plataforma Telegram que as defesas aéreas do país abateram 365 dos 392 drones lançados pela Rússia durante a madrugada, assim como 25 dos 34 mísseis.
“Estes números mostram claramente que é necessária mais proteção para salvar vidas dos ataques russos. É importante continuar a apoiar a Ucrânia. É importante que todos os acordos sobre defesa aérea sejam implementados atempadamente”, escreveu o presidente Volodymyr Zelensky na rede social X.
Recovery efforts are underway in our regions following last night’s massive Russian attack. In Zaporizhzhia and Poltava, ordinary apartment buildings were damaged, and fires broke out. Nearly 40 drones were launched against Shostka in the Sumy region. In Slatyne, in the Kharkiv… pic.twitter.com/BMMZshMS67
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) March 24, 2026
“E é importante que a Europa seja capaz de produzir o número necessário de mísseis de defesa aérea para se proteger contra quaisquer ameaças”, alertou.
c/ agências